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Trump ameaça China sobre fornecimento de metais; Brasil e o país asiático têm maiores potenciais na área

Trump pressiona China sobre fornecimento de ímãs, destacando a importância das terras raras na disputa comercial. O Brasil busca desenvolver sua indústria de processamento para aproveitar suas vastas reservas desses minerais estratégicos.

Presidente Donald Trump afirmou que a China deve fornecer ímãs aos EUA ou enfrentará tarifas de 200% sobre produtos chineses. A declaração ocorreu em um cenário de disputa comercial e tecnológica entre as duas maiores economias do mundo.

A China demonstrou preocupação com o controle de terras raras e incluiu itens como ímãs em restrições de exportação em resposta às ações americanas.

Terras raras incluem 17 elementos químicos cruciais para a produção de smartphones, carros elétricos, turbinas eólicas e armamentos. Os ímãs potentes vêm de ligas como neodímio e samário. O Brasil possui a segunda maior reserva mundial, com aproximadamente 21 milhões de toneladas.

Apesar do potencial, o Brasil ainda exporta a maioria dos minerais brutos, sem agregar valor. O Ministério de Minas e Energia (MME) busca desenvolver tecnologia própria e atrair investimentos através de iniciativas como:

  • Projeto MagBras: cadeia de produção de ímãs permanentes;
  • Fundo de participação de R$ 1 bilhão para pesquisa mineral;
  • Debêntures incentivadas para transformação de minerais estratégicos;
  • Chamada pública de R$ 5 bilhões para planos de negócios;
  • Estudos do SGB para mapear reservas.

O MME destaca que o Brasil possui uma janela de oportunidade para desenvolver sua indústria de processamento de terras raras, aproveitando a oferta de energia limpa.

A disputa global por terras raras gera acordos e tensões. Os EUA firmaram parceria com a Ucrânia para exploração mineral e Trump mencionou um suposto acordo com a China para fornecimento de ímãs.

Especialistas admitem que a vantagem tecnológica ainda é da China, que detém os conhecimentos de processamento. Ronaldo Carmona, professor da Escola Superior de Guerra (ESG), afirma que o Brasil deve tratar minerais críticos como ativos de alavancagem de interesses nacionais.

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