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Trump anuncia hoje ‘tarifas recíprocas’, que podem atingir o Brasil: entenda o que são e o que está em jogo

Trump planeja implementar tarifas recíprocas para corrigir o desequilíbrio comercial dos EUA com outros países. A medida busca incentivar a produção interna e gerar empregos, enquanto suscita preocupações sobre impactos negativos nas economias globais.

Trump propõe novas tarifas comerciais

O presidente dos EUA, Donald Trump, quer reformular parcerias comerciais com sua nova estratégia de “tarifas recíprocas”.

Hoje, ele anunciará impostos de importação sobre produtos de vários países, em um evento chamado “Dia da Libertação”.

Trump argumenta que os EUA são tratados injustamente por outros países, que impõem taxas sobre produtos americanos, enquanto vendem livremente aos EUA. Com essa medida, pretende atrair investimentos e empregos que se deslocaram para o exterior.

A retórica protecionista está causando incertezas na economia mundial, mobilizando países como o Brasil, que busca alternativas. O etanol brasileiro é citado como exemplo de relação comercial desigual, com taxas de 10% a 25% que podem impactar produtos como suco de laranja e aviões da Embraer.

O que são tarifas recíprocas?

Tarifas recíprocas são medidas discutidas como forma de garantir justiça no comércio bilateral, com o intuito de compensar tarifas e barreiras não tarifárias que afetam produtores americanos.

A nova política de Trump, que se distanciará de tarifas universais, poderá levar a uma aplicação personalizada por país, incluindo isenções e exceções.

Quem será mais afetado?

Países em mercados emergentes, como Índia e Argentina, estão entre os mais prejudicados, enquanto a União Europeia e o Japão também enfrentam críticas por suas taxas sobre produtos americanos.

A administração Trump está atenta a países com altos superávits comerciais em relação aos EUA, visando 21 economias que representam 88% do comércio de bens dos EUA.

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