Trump anuncia tarifa mínima de 10% para todas as importações e taxas maiores para 60 países
Trump anuncia tarifas de 10% para todos os parceiros comerciais, visando corrigir o que classifica como práticas injustas. O aumento nas tarifas pode impactar os preços de produtos importados e a economia americana a curto prazo.
Trump anuncia tarifas comerciais agressivas
Nesta quarta-feira, 2, o presidente Donald Trump revelou suas tarifas mais rigorosas desde que assumiu o cargo. Na cerimônia na Casa Branca, foi estabelecida uma taxa mínima de 10% para todos os parceiros comerciais. Além disso, o presidente impôs tarifas “recíprocas” de dois dígitos a 60 países considerados injustos em suas práticas comerciais.
A tarifa mínima começará em 5 de abril e as tarifas individualizadas entrarão em vigor em 9 de abril. O Brasil está incluído nesta taxa, junto com países como Alemanha, Arábia Saudita e Reino Unido.
As tarifas para a China serão de 34%, para a União Europeia 20%, e para Japão, Coreia do Sul e Índia os valores serão de 24%, 25% e 26%, respectivamente.
Trump ressaltou que a política é uma resposta a uma emergência nacional para estimular a produção interna, afirmando: “Vamos começar a ser muito ricos novamente”. No entanto, a medida pode resultar em um aumento de preços para produtos essenciais, como alimentos e veículos.
A administração está sob pressão, já que a opinião pública ficou contra as tarifas. Uma pesquisa Gallup mostrou que a maioria dos americanos vê o comércio exterior como uma oportunidade econômica.
Trump acredita que o déficit comercial de US$ 1,2 trilhão é resultado de barreiras comerciais injustas, enquanto críticos apontam que os dados são exagerados. Essa política é vista como uma forma de revitalizar a manufatura americana.
Desafios à frente
As tarifas podem ajudar algumas indústrias, mas prejudicar outras que dependem de peças estrangeiras. O governo brasileiro, sob a liderança de Lula, deseja implementar uma lei de reciprocidade em resposta às tarifas de Trump.
O anúncio representa o culminar de discussões sobre a agenda tarifária, inicialmente considerando tarifas "recíprocas" mas, sob pressão, optou-se por uma tarifa fixa simples para todos os países.