Trump apresenta uma nova arma comercial com as ‘tarifas secundárias’ sobre compradores de petróleo da Venezuela
Trump ameaça impor "tarifas secundárias" sobre países que compram petróleo venezuelano, buscando pressionar o regime de Maduro. A medida, parte de sua estratégia econômica, poderá intensificar as tensões entre os EUA e a Venezuela, além de afetar mercados, como o chinês.
Trump ameaça com “tarifas secundárias” sobre países que compram petróleo da Venezuela.
No dia 24 de outubro, o presidente dos EUA anunciou novas medidas para pressionar a Venezuela, impelido por questões de imigração e política externa.
A ordem executiva prevê tarifas de 25% para países que negociarem petróleo venezuelano, já sob sanções pesadas.
Trump argumenta que isso se deve ao envio de “criminosos de alto escalão” da Venezuela aos EUA.
O especialista Francisco Monaldi descreveu a abordagem como uma nova guerra econômica, destacando a incerteza sobre sua execução.
A nova política combina tarifas com sanções secundárias que visam países que negociam com a Venezuela, com foco especial na China, principal comprador do petróleo venezuelano.
A ordem, que entrará em vigor em 2 de abril, concede ao secretário de Estado Marco Rubio o poder de decidir sobre a imposição das tarifas.
Embora a disposição não mencione todos os alvos, refere-se à China, abrangendo também Hong Kong e Macau.
Trump acredita que as tarifas podem ser mais eficazes que sanções, servindo tanto como ferramenta de negociação quanto como forma de arrecadação. Especialistas afirmam que ele está criando novas ferramentas econômicas.
O uso das tarifas por Trump é visto como forma de vantagem em negociações, gerando receita e ajustando o comércio em favor dos EUA, apesar dos riscos de tensões comerciais.
O ex-funcionário da Casa Branca, Peter Harrell, observa que Trump prefere tarifas porque mesmo em caso de não concessão, o governo pode arrecadar dinheiro.