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Trump assina decreto para eliminar ‘ideologia antiamericana’ da maior rede de museus dos EUA

Trump assina ordem executiva para reformular narrativa histórica da Smithsonian Institution. Medida visa eliminar o que é considerado "ideologia inapropriada" e proíbe inclusão de mulheres trans na nova exibição do Museu de História das Mulheres Americanas.

Donald Trump assinou uma ordem executiva em 27 de outubro para remover "ideologia inapropriada" da Smithsonian Institution, acusando-a de “doutrinação” em questões de raça e gênero.

A ordem, denominada “Restaurando a Verdade e a Sanidade da História Americana”, foi designada ao vice-presidente J.D. Vance, que deve eliminar o que considera "impróprio" dos museus e centros científicos da instituição.

Trump tem tentado combater a cultura “woke” desde seu retorno à presidência e acusa o Smithsonian de reescrever a história americana, promovendo uma narrativa ampla da nação.

A ordem afirma que os últimos dez anos mostraram um esforço para substituir "fatos objetivos" por uma narrativa distorcida, o que é visto como uma ameaça às conquistas dos EUA.

Historiadores criticaram a decisão. Chandra Manning, professora da Universidade de Georgetown, argumentou que contar a verdadeira história dos desafios da nação não a tornará mais frágil.

A ordem cita exemplos de exposições que, segundo Trump, retratam valores ocidentais de forma prejudicial e proíbe a inclusão de mulheres transgênero no futuro Museu de História das Mulheres Americanas.

O foco também recai sobre o Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana, que Trump critica por ter afirmado que "trabalho duro" e "família nuclear" são aspectos da "cultura branca".

O Smithsonian é administrado por um Conselho de Regentes e a aplicação da ordem por Vance não é clara.

A ordem ainda busca restaurar monumentos removidos desde 1º de janeiro de 2020, em resposta a um exame da representação de ícones confederados.

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