Trump e Musk cogitam privatizar Correios dos EUA, e sindicatos reagem
Sindicais protestam contra proposta de privatização do Serviço Postal dos EUA, citando riscos à população. A renúncia do diretor-geral Louis DeJoy e o histórico de prejuízos financeiros acentuam a preocupação sobre o futuro da agência.
Protestos contra privatização dos Correios dos EUA
Na semana, a possibilidade de privatização do Serviço Postal dos EUA gerou protestos de sindicatos.
O presidente Donald Trump e o bilionário Elon Musk estão por trás da ideia, que visa remodelar a agência, que possui um histórico de prejuízos financeiros.
Sindicalistas começaram manifestações após a renúncia do diretor-geral Louis DeJoy. Ele indicou que deixaria o cargo, aumentando incertezas sobre o futuro do Serviço Postal.
Atualmente, a agência está sob a liderança de Doug Tulino, enquanto um novo diretor é procurado. Trump já criticou o Conselho de Governadores, sugerindo transferir o controle para o Secretário de Comércio.
Em suas declarações, Trump defendeu uma fusão e citou um interesse em privatizar, enquanto Musk apoiou publicamente a ideia.
Para a privatização ser efetivada, ela exigirá a aprovação do Congresso, que já rejeitou propostas semelhantes anteriormente.
A agência, que existe há 250 anos, enfrenta desafios como a queda de 80% no volume de correspondências desde 1997. Apesar disso, neste mês, reportou um lucro de US$ 144 milhões no último trimestre, atribuídos a reformas implementadas por DeJoy.
Sindicatos alertam que a privatização pode prejudicar 51 milhões de pessoas em áreas rurais, impactando serviços essenciais.
Debates sobre privatização também ocorrem no Brasil, onde o presidente Lula opõe-se à ideia após proposta do ex-presidente Bolsonaro.
Enquanto países como Argentina e Portugal privatizaram seus correios, outros, como Rússia e Canadá, mantêm a gestão pública.