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Trump escala disputa com Congresso e diz que suspenderá US$ 5 bi em gastos

Suspensão de verbas federais por Trump gera polêmica sobre controle orçamentário. O movimento desafia a autoridade do Congresso e acirra tensões entre democratas e republicanos.

Donald Trump suspende US$ 4,9 bilhões em verbas federais, aumentando a disputa sobre controle dos gastos nos EUA.

Em carta publicada em 28 de setembro, Trump informou ao presidente da Câmara, Mike Johnson, sobre a suspensão do financiamento de 15 programas internacionais.

A Constituição dos EUA concede ao Congresso o poder de financiamento, que deve aprovar legislação anualmente. Em julho, o Congresso cancelou US$ 9 bilhões em ajuda externa e financiamento da mídia pública.

A medida de Trump, chamada de "rescisão de bolso", ignora completamente esse processo. O diretor de orçamento, Russell Vought, defende que Trump pode reter fundos por 45 dias, até o fim do ano fiscal em 30 de setembro.

A última vez que essa tática foi utilizada foi em 1977. O dinheiro suspenso é destinado a ajudar operações de manutenção da paz da ONU e promover a democracia no exterior, com a maior parte administrada pela Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional.

Os democratas alegam que o governo congelou mais de US$ 425 bilhões em financiamento geral. Contudo, muitos republicanos apoiam cortes que reduzem a autoridade do Congresso.

A senadora Susan Collins declarou a ação de Trump como ilegal e sugere que reduções de gastos devem ocorrer por meio do processo bipartidário de apropriações anuais.

O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, acusa Trump de tentar forçar uma paralisação do governo, ignorando leis de gastos aprovadas pelo Congresso. Schumer alerta que os republicanos não devem ser "um carimbo automático" para essa ação.

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