Trump exige que União Europeia acabe com a regulação das big techs
Trump intensifica críticas às leis digitais da União Europeia, acusando-as de discriminação contra empresas americanas. O presidente dos EUA ameaça tarifas adicionais às exportações europeias, reforçando tensões comerciais entre os blocos.
A União Europeia acreditava que suas leis digitais tinham escapado da atenção de Donald Trump, mas o presidente dos EUA revelou o contrário em sua rede social, criticando a regulação do bloco.
Na noite de segunda-feira (25.ago.2025), Trump afirmou que o imposto digital e outras legislações foram criados para prejudicar a tecnologia americana. Ele exigiu o fim dessas regulações e ameaçou impor tarifas adicionais a países que não obedecerem.
Recentemente, EUA e UE fecharam um acordo que evita a elevação das tarifas de 30% para 15%. Trump destacou que o comércio entre os dois blocos beira US$ 1 trilhão ao ano, com os EUA exportando US$ 370 bilhões para a UE.
Apesar do acordo, líderes como Emmanuel Macron criticaram concessões do bloco. A UE se comprometeu a comprar US$ 750 bilhões em energia dos EUA e investir US$ 600 bilhões no país.
O ataque de Trump às leis digitais mostra que fazer concessões não garante segurança. O presidente brasileiro Lula pode enfrentar retaliações semelhantes na regulação das big techs.
A escalada de Trump tem dois objetivos principais: contestar multas aplicadas pela UE e criticar suas leis, como a Lei de Mercados Digitais e a Lei de Serviços Digitais. Grandes empresas como Apple e Meta já foram multadas em valores altos por violações.
O comportamento de Mark Zuckerberg, que antes apoiava os democratas e agora critica a regulação europeia, indica um provável alinhamento com a agenda de Trump. Recentemente, empresas de tecnologia, incluindo Meta, negaram irregularidades e recorreram de suas multas.
O ataque de Trump às leis da UE reflete não apenas interesses econômicos, mas uma característica de sua administração, que frequentemente se opõe a regulações.