Trump pede que Zelensky desista da Crimeia e não se junte à Otan
Trump pede que Zelensky desista da Crimeia e da adesão à Otan para pôr fim à guerra. Encontro com líderes europeus na Casa Branca sugere avanços nas negociações de paz.
Trump pede a Zelensky para desistir da Crimeia e manter a Ucrânia fora da Otan
No dia anterior a um encontro com Volodymyr Zelensky e outros líderes europeus, o presidente dos EUA, Donald Trump, solicitou que a Ucrânia renunciasse à Crimeia e não se juntasse à Otan.
Em uma postagem na Truth Social, Trump afirmou que Zelensky poderia encerrar a guerra “quase imediatamente” se quisesse, lembrando que a Crimeia foi anexada pela Rússia durante o governo de Barack Obama sem resistência. Ele defendeu que a região permaneça com a Rússia.
Trump ainda destacou que a Rússia já havia feito essas exigências em 2014 e reiterou que algumas situações não mudam.
Na sexta-feira (15.ago), Trump se reuniu com Vladimir Putin e ambos consideraram a conversa produtiva. No dia seguinte, terá um encontro com Zelensky e outros líderes europeus na Casa Branca, incluindo:
- Ursula von der Leyen - presidente da Comissão Europeia
- Mark Rutte - secretário-geral da Otan
- Keir Starmer - primeiro-ministro do Reino Unido
- Friedrich Merz - primeiro-ministro da Alemanha
- Giorgia Meloni - primeira-ministra da Itália
- Emmanuel Macron - presidente da França
- Alexander Stubb - presidente da Finlândia
Trump afirmou que nunca recebeu tantos líderes europeus ao mesmo tempo.
Trump e Zelensky conversaram por telefone na mesma sexta-feira e indicaram que um acordo de paz pode estar próximo, com a possibilidade de um encontro trilateral com Putin.
Sobre a reunião, Putin pediu que a Ucrânia e seus aliados evitem “provocações” e ressaltou a importância de preservar o “progresso emergente” nas negociações.