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Trump pode demitir a diretora do Fed? O que está em jogo: Veja perguntas e respostas

A demissão de Lisa Cook pelo presidente Trump gera um intenso debate sobre a legalidade da decisão e o respeito à independência do Federal Reserve. Especialistas questionam a justificativa apresentada e o impacto desse ato no sistema financeiro americano.

Trump demite Lisa Cook, diretora do Federal Reserve, alegando falsificação de documentos em pedidos de hipoteca. Cook não renunciará, gerando uma disputa sem precedentes.

A demissão levanta questões sobre a independência da autoridade monetária dos EUA e a legitimidade do ato de Trump. Ele busca reformular a diretoria do banco central, visando diminuir os juros.

Posição do presidente: A lei limita sua capacidade de demitir, exigindo "justa causa", geralmente categorizada como ineficiência, negligência ou má conduta.

Acusações contra Cook: O governo a acusa de fraude hipotecária, mas ela não foi formalmente acusada de crime e resistiu a renunciar.

Ações legais de Cook: Ela pode processar para manter o cargo e um juiz decidirá se há provas suficientes para a demissão.

Precedente legal: Em 1935, a Suprema Corte decidiu que líderes de agências independentes só poderiam ser demitidos por justa causa, após a demissão de William Humphrey por Roosevelt.

O risco ao precedente: A Corte sinalizou possíveis alterações em 2020. O presidente John Roberts destacou o papel do Executivo, mas manteve distinções entre agências.

Recentes decisões: A Suprema Corte permitiu que Trump demitisse sem justa causa, mas reconheceu que o Federal Reserve pode ter uma proteção especial.

Em resumo, a demissão de Cook por Trump é controversa e questiona a autonomia do Federal Reserve, com implicações legais ainda não resolvidas.

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