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Trump pressiona Venezuela com outro navio e submarino nuclear

Estados Unidos intensificam presença militar no Caribe em meio a crise com a Venezuela. Aumento do poder de fogo visa combater o narcotráfico e pressionar o regime de Maduro, cuja resposta tem sido mobilizar suas forças armadas.

Trump intensifica pressão sobre a Venezuela com o envio de mais um navio de guerra e um submarino nuclear ao Caribe.

Na semana passada, três destróieres da classe Arleigh Burke foram enviados, mas precisaram retornar devido ao furacão Erin. Os destróieres retomaram a missão nesta segunda-feira (25).

Os EUA enviarão também o cruzador USS Lake Erie, que pode disparar 122 mísseis, e o submarino USS Newport News, que possui 24 mísseis e 12 tubos de disparo vertical para mísseis Tomahawk.

O poder de fogo na região aumentará em mais de 50%, desafiando a força de Nicolás Maduro, que dispõe de mísseis antinavio.

Embora haja rumores sobre o envio de três navios de desembarque anfíbio, isso ainda não foi confirmado. O patrulhamento aéreo com aviões P-8 Poseidon continuará.

A situação resulta de um reforço militar dos EUA diante do narcotráfico na Venezuela. Maduro foi indiciado por narcoterrorismo em 2020. Trump anunciou que aumentou a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro para US$ 50 milhões.

A Casa Branca declarou que empregará "toda a força" contra o regime de Maduro. Um diplomata dos EUA sugeriu que a pressão será permanente.

O governo brasileiro expressou preocupação, interpretando a mobilização como coação política. Especialistas notam a falta de uma estratégia coordenada.

A Venezuela enfrenta uma crise devido ao clima de tensão gerada pela pressão externa. Maduro já mobilizou 4,5 milhões de membros de sua Milícia Nacional e enviará 15 mil soldados à fronteira com a Colômbia, embora a milícia opere apenas com armas leves.

A relação de Trump com a América Latina continua complicada, com possíveis desafios à Venezuela e a outros países governados por esquerdas.

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