Trump quer participação dos EUA também na indústria de defesa
Trump sinaliza um intervencionismo econômico sem precedentes na defesa americana, buscando maior controle sobre o complexo industrial-militar. A estratégia, que provoca reações do mercado, reflete o desejo de fortalecer as indústrias nacionais em um cenário geopolítico instável.
Trump busca intervenção direta na economia dos EUA com foco no complexo industrial-militar.
Na última terça-feira (26), Donald Trump revelou interesse em que os EUA possuam parte do complexo industrial-militar, segundo o secretário de Comércio Howard Lutnick.
A Lockheed Martin, principal fabricante de armamentos, viu suas ações subirem quase 2% após a declaração. A empresa afirmou ter uma forte relação com a administração Trump.
Recentemente, Trump já havia feito movimentos em direção a empresas-chave, como a compra de quase 10% da Intel e ações em uma fabricante de terras raras.
Além da Lockheed, Trump também está de olho na Boeing e na Palantir, cujas ações também cresceram.
Este tipo de intervenção econômica não é comum desde o New Deal nos anos 1930 e só comumente visto em tempos de guerra.
O setor de defesa movimenta cerca de US$ 1,1 trilhão anualmente nos EUA, correspondendo a 39,4% do total mundial.
A história militar dos EUA é marcada por cerca de 400 intervenções, com o gasto militar alcançando níveis sem precedentes.
A interação entre o governo e as indústrias de defesa é profunda, e a mudança proposta por Trump pode ter sérias implicações geopolíticas.
Enquanto países como França, Alemanha e Reino Unido desenvolvem indústrias militares em colaboração, a China e a Rússia estão bem posicionadas na arena global.