Trump 'socialista'? A polêmica decisão do governo dos EUA de comprar parte da Intel
Trump anuncia investimento do governo dos EUA na Intel, gerando polêmica sobre intervenção estatal na economia. Críticos apontam riscos de corrupção e ineficácia em decisões baseadas em política, em vez de economia.
Donald Trump anunciou que o governo dos EUA adquirirá 10% da Intel, uma das maiores fabricantes de semicondutores. A decisão foi divulgada em 22/08 e gerou críticas de apoiadores da direita e economistas.
Trump afirmou que fará acordos semelhantes "o dia todo" e que ajudará empresas lucrativas. Contudo, críticos alertam sobre um potencial aumento de corrupção e ineficiência no mercado.
A compra é feita com subsídios da Lei de Chips de 2023, convertendo cerca de US$ 9 bilhões em ações sem direito a voto.
Trump justifica a transação como uma proteção à segurança nacional, mas analistas sugerem um interesse em controle e lucratividade. A prática não é inédita, lembrando intervenções de 2009 com a GM e Citi.
O governo também está considerando participar de indústrias de defesa, destacando a importância do investimento federal. Um assessor sugeriu a criação de um fundo soberano dos EUA inspirado em modelos estrangeiros, mas sem supervisão do Congresso.
Críticos incluem o senador Rand Paul, que questionou se isso não seria um passo em direção ao socialismo. Enquanto isso, o senador Bernie Sanders expressou apoio à iniciativa de retorno justo aos contribuintes.
A expectativa de um uso político do poder econômico por futuros presidentes é uma preocupação entre conservadores, que temem por decisões em aspectos como tecnologia verde e diversidade.
As ações de Trump refletem uma estratégia que pode se alinhar ao seu estilo de governo, gerando discussão sobre os rumos do capitalismo nos EUA.