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Trump x Fed: como a pressão sobre Lisa Cook pode impactar a economia dos EUA? E do Brasil?

Trump critica diretora do Fed e sugere substituição, levantando preocupações sobre a independência da instituição. Especialistas analisam as implicações políticas e econômicas dessa interferência na maior economia do mundo.

Trump ataca Lisa Cook do Fed

O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou diretamente o Federal Reserve (Fed) ao tentar afastar a economista Lisa Cook de sua posição. Porém, a remoção dela só pode ocorrer por justa causa, o que levanta preocupações sobre a independência do banco central.

Mercados reagem com cautela

A primeira reação dos mercados foi moderada, pois muitos acreditam que Trump não conseguirá removê-la. Porém, a questão se amplia, gerando dúvidas sobre a futura influência de Trump no Fed e suas implicações para a economia mundial e do Brasil.

Motivação por trás do ataque

Analistas consideram o ataque de Trump parte de uma estratégia mais ampla para controlar o Fed e influenciar a política de juros. O aumento de pressão sobre o atual presidente do Fed, Jerome Powell, também é observado.

Justificativa e implicações legais

Trump alega que uma acusação de fraude hipotecária contra Cook poderia justificar sua demissão. Contudo, especialistas afirmam que essa justificativa não se encaixa na definição de justa causa, uma vez que as alegações referem-se a atos anteriores à nomeação de Cook.

Futuro do Fed sob influência de Trump

Se Trump conquistar maioria no Fed, isso pode comprometer sua credibilidade e influenciar taxas de juros, afetando a economia global. O analista Maykon Douglas alerta que qualquer perda de independência do Fed poderá gerar desconfiança nos investidores.

Reações do mercado

O impacto do ataque de Trump sobre a credibilidade do Fed deve ser contido, e alguns investidores acreditam que a interferência política pode até ser positiva. No entanto, o consenso é de que o histórico do Fed aponta para decisões independentes.

Impacto no Brasil

A desvalorização do dólar devido à credibilidade em risco no Fed tem se refletido nos mercados emergentes, beneficiando o Brasil ao reduzir o custo de importações e possibilitar juros mais baixos, potencialmente impulsionando o PIB.

O dólar caiu 12,07% em relação ao real este ano, facilitando a manutenção da inflation e crescimento econômico.

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