Turquia já prendeu mais de mil em protestos pró-prefeito de Istambul, diz governo
Mais de mil prisões marcam protestos massivos na Turquia após detenção de Ekrem Imamoglu. O governo enfrenta críticas internacionais por supressão da liberdade de expressão e repressão a manifestações pacíficas.
Repressão em manifestações na Turquia já resultou em 1.133 prisões
Segundo o ministro do Interior, Ali Yerlikaya, as prisões incluem ao menos dez jornalistas e dois advogados.
Os protestos começaram em Istambul após a prisão do então prefeito Ekrem Imamoglu, acusado de corrupção. Os atos se espalharam para mais de 55 províncias do país.
Considerado o principal rival de Recep Tayyip Erdogan, Imamoglu foi detido e destituído de seu cargo em apenas quatro dias. No dia 23, mesmo preso, foi eleito candidato à Presidência pelo seu partido, o CHP, com 15 milhões de votos.
Após sua detenção, manifestações foram proibidas, mas milhões saíram às ruas, desafiando a proibição. Imamoglu, ainda na prisão, convocou protestos em massa e se declarou otimista sobre a situação.
O governo afirmou que 123 policiais foram feridos até o momento e proibiu o uso de várias redes sociais. A União Europeia pediu respeito às normas democráticas.
O líder do CHP, Ozgur Ozel, declarou que os protestos continuarão até a libertação de Imamoglu.