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Turquia ordena prisão provisória de 7 jornalistas em meio a protestos

Turquia intensifica repressão a protestos com prisões de jornalistas e detenção de manifestantes. O governo enfrenta críticas internas e internacionais por violar direitos humanos e reprimir a liberdade de expressão.

Turquia1.400 detenções ocorreram desde o início das manifestações, que começaram em Istambul no dia 19 após a prisão do prefeito Ekrem Imamoglu por acusações vistas como politizadas.

Aproximando-se do governo de Ancara, as autoridades proibiram manifestações em Istambul até 1º de abril e em Izmir até 29 de março. Entretanto, a proibição não impediu os protestos, com dezenas de milhares reunindo-se em Istambul para desafiar o presidente Recep Tayyip Erdogan, que chamou os atos de "terrorismo de rua".

Erdogan, que está no poder desde 2003, afirmou que o Partido Popular Republicano (CHP) provoca os cidadãos e advogou pela independência do Judiciário. A atual repressão à imprensa inclui a prisão do fotógrafo Yasin Akgul, da agência AFP, acusado de participar de marchas ilegais.

A ONG Repórteres Sem Fronteiras qualificou a decisão de escandalosa, enquanto o ministro do Interior anunciou que 979 manifestantes estavam sob custódia. O presidente do CHP, Özgur Özel, convocou novos protestos e declarou que os acusados estavam "de pé, com a cabeça erguida".

Embora as manifestações sejam predominantemente pacíficas, a polícia usou força contra os presentes. O Conselho da Europa criticou o uso desproporcional da força e a repressão à imprensa, e a ONU expressou preocupação com as detenções.

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