Um dia após ser alvo de pedradas, Milei diz em almoço com empresários que não se intimida
Milei chama acusações de corrupção de "mentira" da oposição e reafirma que está à disposição da Justiça. O presidente argentino critica ataques ao seu governo durante evento eleitoral e compara experiências de hostilidade a eventos passados.
Javier Milei, presidente da Argentina, classificou o recente escândalo dos áudios como uma "nova mentira" da oposição, um dia após um evento eleitoral ser interrompido por ataques.
No almoço com empresários do Conselho Interamericano de Comércio e Produção, ele afirmou: "A novela desta semana é mais um item na longa lista de truques da casta". Milei disse estar à disposição da Justiça para esclarecimentos rápidos sobre as questões legais.
Sobre o ataque que sofreu, Milei afirmou estar "acostumado" a situações de hostilidade, fazendo referência a episódios de sua juventude.
O escândalo envolve áudios do ex-diretor da Andis, Diego Spagnuolo, que mencionam um esquema de corrupção na compra de medicamentos, com supostos 3% para a irmã de Milei, Karina. O ex-diretor foi demitido e a Andis está sob intervenção.
Milei rompeu o silêncio sobre o caso, negando as acusações e anunciando que Spagnuolo será processado. O ambiente eleitoral na província de Buenos Aires está tenso, com um pleito que ocorrerá em 7 de setembro para renovar cargos legislativos.
A situação é um teste crucial para Milei contra o governador peronista Axel Kicillof, enquanto se prepara para as eleições de 26 de outubro para o Senado e a Câmara de Deputados.
Manuel Adorni, porta-voz da Casa Rosada, responsabilizou a oposição pela divulgação dos áudios, destacando que o governo já tomou medidas, incluindo uma auditoria interna na Andis.