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Uma casa, oito mulheres, quatro quartos e uma causa: quebrar o teto de vidro da IA; entenda

Hacker house exclusivamente feminina se despede após verão de inovações, destacando a luta contra a desigualdade de gênero na indústria de tecnologia. Iniciativa pioneira buscou promover o empreendedorismo feminino em um setor ainda dominado por homens.

Miki Safronov-Yamamoto, de 18 anos, e colegas estavam discutindo um demo day na FoundHer House, uma “hacker house” em São Francisco, voltada para mulheres. Elas planejam apresentar suas startups para investidores.

A FoundHer House é um projeto recente, criado em maio, e busca desafiar a desigualdade de gênero na indústria de TI, onde as mulheres são sub-representadas, especialmente na área de inteligência artificial (IA).

Entre os desafios enfrentados, apenas menos de 20% das startups de IA possuem ao menos uma fundadora mulher, conforme dados da PitchBook.

A casa foi fundada por Miki e Anantika Mannby, de 21 anos. O projeto encerra atividades devido ao retorno delas à faculdade, embora considerem a manutenção remota. Anantika menciona uma “pequena lacuna” na comunidade feminina de empreendedoras.

A FoundHer House foi criada após dificuldades em encontrar moradias acessíveis e predominantemente femininas, com aluguel de cerca de US$ 40.000 (R$ 216 mil) para o verão. O financiamento inicial veio de doações de investidores.

Com um site e redes sociais, a casa se tornou um espaço de desenvolvimento e apoio, promovendo jantares e painéis com empresas de capital de risco. O demo day foi um evento culminante, onde cada moradora apresentou sua startup.

A celebração do demo day foi destacada por Aileen Lee, fundadora da Cowboy Ventures, que reconheceu a necessidade de mais mulheres na IA. Após o evento, a maioria das moradoras começará a se mudar até domingo.

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