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União apresenta proposta de indenização para ocupantes não indígenas de terras demarcadas

AGU apresenta proposta de alteração legislativa para demarcação de terras indígenas, buscando conciliar os direitos de ocupantes não indígenas. Discussões em curso revelam divergências significativas entre as propostas e a questão da mineração em Terras Indígenas foi retirada de pauta.

AGU propõe alteração legislativa na audiência de conciliação sobre a Lei do Marco Temporal (Lei 14.701/2023). A proposta, com 41 artigos, foi discutida em reunião nesta quinta-feira (27) e visa um modelo alternativo para indenização de ocupantes não indígenas em terras demarcadas.

O gabinete do ministro Gilmar Mendes já havia apresentado uma proposta anterior com 95 artigos, mas grande parte foi destacada pelos órgãos da União. A reunião desta quinta comparou as duas propostas e aconteceu das 14h30 às 19h25, totalizando 18 encontros sobre o marco temporal.

Um ponto central em ambas as minutas é a remoção da data específica para demarcação das terras indígenas. No entanto, ainda há falta de consenso entre ruralistas e representantes do Congresso. A proposta defende que a proteção dos direitos sobre as terras não depende do marco temporal de 5 de outubro de 1988.

O texto protocolado na quarta-feira (26) não foi amplamente analisado, resultando na discussão de apenas cinco artigos na reunião. A análise deve continuar em outra audiência marcada para 14h do dia 2 de abril. Nessa data, também pode ser decidido se os trabalhos da comissão serão encerrados ou prorrogados.

A minuta da União estabelece critérios para indenização de ocupantes de boa-fé em terras indígenas, permitindo que o ocupante retenha a área até aceitar a indenização. Contudo, as indemnizações não foram debatidas na audiência.

Em outro tema polêmico, a mineração em Terras Indígenas foi retirada da pauta por ordem do ministro Gilmar Mendes, que determinou que o assunto seja discutido na Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 86, que aborda o “relevante interesse público da União” na gestão de terras indígenas.

As discussões sobre o Marco Temporal foram retomadas após uma suspensão de 30 dias. A última minuta previa que o processo administrativo para mineração em terras indígenas seria iniciado pelo Poder Executivo.

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