União e PP formalizam federação e criam um novo partido já dividido
Federação entre PP e União Brasil gera divisões internas sobre a posição em relação ao governo Lula. O novo agrupamento busca alinhamento estratégico para as eleições de 2026, mas enfrenta impasses entre suas lideranças.
PP e União Brasil formam federação chamada União Progressista em evento realizado em Brasília, no dia 19 de setembro.
A nova federação revelou divisões internas sobre sua posição em relação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirma que a federação não é contra nem a favor, líderes do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antônio Rueda, defendem a oposição.
- Governadores como Tarcísio de Freitas e Ronaldo Caiado criticaram Lula durante a cerimônia.
- A federação terá a maior bancada na Câmara (109 cadeiras) e no Senado (15 parlamentares).
- Sete governadores e 1.383 prefeitos eleitos em 2024 fazem parte do grupo.
- Fatias significativas do fundo eleitoral e do fundo partidário também são conquistadas pela federação.
Tarcísio parabenizou a união e Caiado exigiu posicionamento claro: “Partido tem que ter rumo.” Muitos líderes pediram aplausos a Jair Bolsonaro, mas também há conflitos, como em estados onde o PP é aliado ao governo.
O estatuto da federação prevê que as decisões em candidaturas majoritárias serão submetidas à direção nacional. No entanto, a liderança enfrenta disputas internas, e decisões devem ser tomadas até a janela partidária de abril de 2026.