União e PP selam aliança de federação cobiçada por Tarcísio, Caiado e outros pré-candidatos em 2026
A nova federação entre PP e União Brasil apresenta divisões internas sobre suas futuras posturas políticas, especialmente em relação ao governo Lula. Líderes do grupo defendem diferentes rumos, enquanto se preparam para as eleições de 2026.
PP e União Brasil formalizaram, em 19 de setembro, a federação partidária chamada União Progressista.
A criação da federação gerou divisões internas sobre ser oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que não é contra ou a favor do governo, enquanto líderes das duas legendas adotaram uma postura crítica.
Discursos de oposição foram proferidos por governadores, incluindo Tarcísio de Freitas (SP), Ibaneis Rocha (DF) e Ronaldo Caiado (GO). O apoio à federação é cogitado por presidenciáveis.
A União Progressista terá a maior bancada na Câmara, com 109 cadeiras, e no Senado, com 15 parlamentares. Também contará com o maior número de governadores (7) e prefeitos eleitos (1.383). Receberá a maior fatia do fundo eleitoral (R$ 953,8 milhões) e do fundo partidário (R$ 197,6 milhões).
O evento em Brasília teve a presença de líderes de diversos partidos, incluindo ministros do governo Lula. Ciro Nogueira declarou que o grupo é uma "oposição conservadora", enquanto Tarcísio parabenizou a união.
Expectativa por uma posição clara da federação é recorrente. Caiado destacou a importância de um rumo definido para as próximas eleições, mirando a derrota de Lula em 2026.
Exceções de apoio a Lula foram registradas, como a do ministro André Fufuca. A federação deve ser formalizada no TSE.
O cenário de decisões em estados como Bahia e Paraíba revela um impasse, pois o PP é da base governamental em alguns locais, enquanto o União é oposição.
O estatuto da convenção determina que casos de conflito dentro do partido serão decididos pelo diretório nacional, que atualmente enfrenta a disputa pela presidência entre os líderes dos dois partidos.
Deputados sinalizam que poderão deixar a federação dependendo das decisões estaduais, e a definição sobre as candidaturas pode aguardar a janela partidária em abril de 2026.