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Única brasileira ainda viva que se juntou ao Estado Islâmico e ficou presa volta ao Brasil após 9 anos

Karina Rayol retorna ao Brasil após anos de reclusão com o Estado Islâmico na Síria. A repatriação ocorre após esforços da família e pressão da Defensoria Pública, em meio a debates sobre apoio governamental a cidadãos brasileiros em situações de conflito.

Repatriação de Brasileira do Estado Islâmico

Nesta quinta-feira (27), o governo brasileiro repatriou Karina Aylin Rayol Barbosa, 28, a única brasileira viva que se uniu ao Estado Islâmico na Síria e no Iraque. Ela chegou ao Aeroporto de Guarulhos em um voo de Damasco, acompanhada pela Polícia Federal e diplomatas.

Karina estava com seu filho de sete anos, fruto de seu casamento com um membro do grupo terrorista. Após desembarcar, ela foi ouvida por um delegado da PF.

Karina deixou o Brasil em abril de 2016, após dizer que faria um trabalho na faculdade. Na época, era estudante de jornalismo na Universidade Federal do Pará (UFPA). A família descobriu que ela viajou para o Oriente Médio apenas após investigações.

Ela se juntou ao Estado Islâmico durante seu auge e viveu no califado de Raqqa. Converteu-se ao islamismo em 2014, após contato com a fé islâmica por meio de cursos de árabe.

Após a queda de Raqqa em 2017, Karina fugiu e foi presa em um campo de prisioneiros na Síria. Desde 2019, estava detida com seu filho, tendo tentado escapar algumas vezes.

Embora sua família tentasse a repatriação desde 2019, não obteve apoio do governo brasileiro. A Defensoria Pública da União entrou com uma ação exigindo assistência.

Karina não foi acusada de terrorismo no Brasil e, ao ser entregue à família em São Paulo, está livre para recomeçar, mas será monitorada pela Polícia Federal e por agências internacionais de inteligência.

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