Usar tarifas para extrair favores será característica de Trump para tentar remodelar ordem internacional
Trump impõe novas tarifas sobre nações que compram petróleo da Venezuela, buscando pressionar o regime de Maduro. A medida, que entra em vigor em abril, visa aumentar a receita tarifária e forçar concessões, enquanto levanta preocupações sobre seus efeitos no mercado de petróleo e na inflação nos EUA.
Donald Trump anunciou a criação de uma nova categoria de tarifas: as tarifas secundárias, que incidirão sobre países que comprarem petróleo ou gás da Venezuela. As new tariffs começarão a vigorar em 2 de abril.
As tarifas serão de 25% sobre o petróleo bruto venezuelano, além das tarifas existentes. Embora os detalhes sobre a aplicação ainda sejam incertos, Trump acredita que a ameaça de perder acesso ao mercado dos EUA será suficiente para influenciar outros países.
A Casa Branca acusa a Venezuela de enviar criminosos para os EUA, e o petróleo é vital para o regime de Nicolás Maduro, representando mais de quatro quintos de suas exportações.
Analistas sugerem que a maioria das nações pode optar por se auto-sancionar para evitar complicações. O objetivo aparente é que a perda de receitas comprometa Maduro a aceitar deportados dos EUA.
Trump já utilizou táticas semelhantes antes. Em janeiro, ele ameaçou a Colômbia com tarifas por sua recusa em aceitar migrantes deportados. Após sair do acordo nuclear com o Irã em 2018, ele reintroduziu sanções secundárias.
Apesar de parecer uma estratégia eficaz, as tarifas podem ser um instrumento abrupto. O petróleo venezuelano representa uma pequena parte do mercado, mas já gerou um aumento nos preços globais, impactando consumidores dos EUA.
O uso contínuo de tarifas como ferramenta econômica pode minar a confiança no comércio com os EUA, resultando na diminuição da eficácia das ameaças tarifárias ao longo do tempo.