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Usiminas: Goldman corta ação para neutra e alerta para vários desafios; ação cai 5%

Goldman Sachs reduz recomendação da Usiminas e espera desafios contínuos para a siderúrgica. A instituição alerta para a necessidade de novos investimentos e consequências de uma possível desaceleração econômica no Brasil.

Goldman Sachs rebaixa recomendação da Usiminas (USIM5) de compra para neutra, reduzindo o preço-alvo de R$ 8,40 para R$ 5,20, implicando em potencial de valorização de 23%. Às 10h10 (horário de Brasília) do dia 16, as ações caíam 5,24%, a R$ 3,98.

Apesar dos ganhos recentes, o banco vê desafios cíclicos e estruturais significativos para a siderúrgica, como as elevadas e competitivas exportações chinesas de aço em 2025 e a necessidade de investimentos contínuos em capital para melhorar a eficiência.

O Goldman Sachs destaca que os ganhos de competitividade da Usiminas ficaram aquém do esperado, mesmo após investimentos significativos. A tese otimista estava baseada na reforma do alto-forno principal realizada em 2019, um investimento significativo, mas os resultados foram inferiores ao previsto devido ao baixo nível de integração em carvão coqueificável (30%) e à concorrência com volumes importados.

Analistas apontam que a Usiminas precisará de novos investimentos relevantes, como a construção de plantas de carvão de coque, estimados em R$ 1,5 a R$ 2 bilhões, cerca de 40% do valor de mercado atual. Porém, o mercado pode não reagir positivamente, dado o nível deprimido de lucros.

A demanda por aço no Brasil pode estar em seu pico, com importações elevadas. O Goldman projeta que o crescimento do PIB brasileiro desacelere para 1,5% a 2,5% até o final de 2025.

Entre as empresas analisadas, o banco mantém preferência pela Gerdau (GGBR4), com recomendação de compra, devido à sua exposição aos Estados Unidos.

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