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Vale não chega a acordo com governo sobre repactuação de ferrovias; como afeta VALE3?

Vale não chega a acordo com governo sobre repactuação de concessões ferroviárias, mantendo contratos vigentes. Incertezas sobre geração de caixa e dividends preocupam analistas, que seguem cautelosamente otimistas.

A Vale (VALE3) anunciou na quinta-feira (28) que não houve consenso com a Agência Nacional de Transportes Terrestres e a União para a repactuação dos contratos de concessão das ferrovias Carajás e Vitória a Minas.

Os contratos, prorrogados em dezembro de 2020 até 2057, seguem vigentes.

A Vale reafirmou seu compromisso com as bases gerais para a repactuação estabelecidas em 30 de dezembro de 2024. A empresa planejava investir até R$ 11 bilhões para revisar ativos, otimizar obrigações contratuais e replanejar investimentos.

A repactuação foi impulsionada por questionamentos do governo Lula sobre a prorrogação feita durante o governo Jair Bolsonaro. Antes do fim do governo anterior, a Vale renovou concessões que expirariam em 2027.

O Ministérios dos Transportes informou um valor de R$ 25,7 bilhões para a renovação (R$ 21,2 bilhões para Carajás e R$ 4,6 bilhões para Vitória a Minas), alegando que a Vale não deveria descontar investimentos não amortizados dos pagamentos de outorga.

Em 30 de dezembro de 2024, a Vale anunciou as bases para renegociar os contratos, comprometendo-se a aportar até R$ 11 bilhões, dos quais já desembolsou R$ 4 bilhões e reservou R$ 1,6 bilhão em provisão.

O Morgan Stanley considerou as notícias sobre a Vale como marginalmente negativas, ressaltando a incerteza sobre fluxo de caixa e pagamento de dividendos. No entanto, os analistas permanecem otimistas em relação à companhia.

O Morgan Stanley mantém recomendação equalweight para o ADR da Vale, com preço-alvo de US$ 11.

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