Vale quer ferro, seu principal produto, em plano do governo para minerais estratégicos
Vale argumenta que o minério de ferro com alto teor de pureza deve ser considerado estratégico para a transição energética. A mineradora busca acesso a instrumentos governamentais que incentivem a produção de minerais críticos e sustentáveis.
A Vale defende que o ferro, seu principal produto, seja classificado como material estratégico para a transição energética, gerando R$ 170 bilhões em receita líquida em 2024.
O objetivo é acessar instrumentos do governo Lula por meio de um plano de incentivo à produção de minerais. Dentre as propostas estão a criação de linhas do BNDES e a permissão para emissão de debêntures incentivadas.
Segundo a EPE, o ferro não é considerado um mineral crítico no cenário global, mas no Brasil, é visto como essencial para a economia. É classificado como crítico pelo Ministério de Minas e Energia desde 2021.
A produção de ferro da Vale foi de 327 milhões de toneladas em 2024, com exportações de US$ 26 bilhões, atrás apenas do petróleo e soja. A empresa argumenta que o ferro é crucial para a transição energética, sendo utilizado em torres eólicas e linhas de transmissão.
A Vale desenvolveu o briquete de minério de ferro, que pode reduzir emissões na produção de aço. O uso de Hot Briquetted Iron (HBI) com hidrogênio verde poderia quase zerar as emissões de CO₂ na siderurgia.
A mineradora firmou um memorando com a Hydnum Steel para soluções de baixo carbono e planeja iniciar a produção de briquetes em 2026. Além disso, pretende atuar na produção de outros minerais críticos através da Vale Base Metals.
O governo brasileiro busca facilitar a produção de minerais críticos, essenciais para a transição energética, como lítio e cobre. A demanda crescente exige um aumento significativo na mineração para atender às necessidades futuras.