Valores gastos no Parque Olímpico de Deodoro são ‘muito altos’, diz Fufuca após suspensão de centro
Ministro defende readequação orçamentária para o Parque Olímpico de Deodoro, ressaltando altos custos de manutenção. Decisão do governo impacta a realização de eventos esportivos no local, crucial para o legado olímpico.
Ministro do Esporte, André Fufuca (PP-MA), destacou que os custos para a manutenção do Parque Olímpico de Deodoro, no Rio de Janeiro, são “muito altos” e pediu uma readequação orçamentária.
As declarações ocorreram em 26 de março durante encontro com o deputado federal Pedro Paulo (PSD-RJ), no dia seguinte à suspensão de cerca de 80 eventos sociais e esportivos após o fim do acordo de cooperação com o Exército, que ocorreu em fevereiro.
Fufuca disse: “Nós estamos sensíveis à causa [...] queremos que haja uma readequação dos valores que são gastos nesse parque”. O governo não renovou o acordo, alegando falta de recursos para manter as atividades.
A suspensão afetou também o legado olímpico sob a gestão da Marinha e Aeronáutica, embora esses espaços sejam menores. O Parque Olímpico de Deodoro possui 496 mil m² e abriga diversas modalidades, inclusive eventos de judô e taekwondo.
O complexo, iniciado em 2004, foi ampliado para os Jogos Olímpicos de 2016, e a falta de recursos perpetua a incerteza sobre sua manutenção. O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Marco La Porta, reforçou a necessidade de união em prol do esporte.