Vamos brigar do jeito que a lei manda, diz Lula sobre tarifaço dos EUA
Lula reafirma adoção da lei de reciprocidade após tarifas impostas pelos EUA e critica a falta de negociações com o governo americano. Presidente destaca medidas de proteção aos exportadores brasileiros e defende soberania nacional.
Lula reafirma lei de reciprocidade com os EUA após tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que seu governo está tomando medidas para proteger exportadores e trabalhadores, incluindo a disponibilização de R$ 30 bilhões em crédito.
Lula enfatizou a busca por novos compradores e a possibilidade de taxar produtos americanos. Ele designou o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros da Fazenda e Relações Exteriores para negociar com os EUA, que, segundo ele, têm se mostrado desinteressados em dialogar.
O presidente criticou a atitude dos autores americanos em suspender reuniões enquanto atendiam a Eduardo Bolsonaro. Ele reafirmou que quando os EUA estiverem prontos para conversar, "o Lulinha paz e amor estará de volta".
Lula destacou que os EUA acumularam um superávit com o Brasil de US$ 410 bilhões em 15 anos, sem justificativas para as sobretaxas.
Ele também condenou a intromissão dos EUA em questões de soberania nacional, mencionando a pressão para interromper processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A respeito da reciprocidade, Lula afirmou que o Brasil usará essa estratégia, já que a média de imposto pago pelos americanos é de 12,7%, com a maioria dos produtos brasileiros isentos de tarifas.
Por fim, reafirmou seu interesse em aumentar o comércio com os EUA, desde que sejam tratados de forma igualitária.