Veja 6 recados do Brasil a Trump na resposta à investigação comercial aberta nos EUA e os próximos passos
Brasil apresenta relatório aos EUA defendendo suas práticas comerciais e respondendo a acusações de deslealdade. O governo brasileiro argumenta que suas políticas estão em conformidade com padrões internacionais e não favorecem indústrias locais em detrimento de empresas americanas.
Resumo do Relatório do Brasil aos EUA
O governo do presidente Lula enviou um relatório aos Estados Unidos sobre investigações relacionadas a práticas comerciais, desmatamento e propriedade intelectual.
Contexto: Após o anúncio de tarifas de 50% por Donald Trump, os EUA decidiram investigar o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana.
Suspeitas levantadas:
- Práticas desleais de comércio
- Tarifas de importação
- Desmatamento descontrolado
- Implicações do sistema de pagamentos Pix
Próximos passos: Espera-se que haja uma audiência pública entre EUA e Brasil em dezembro, onde poderão ser discutidas medidas compensatórias em caso de práticas anticompetitivas. O processo pode levar até um ano.
Principais Argumentos do Brasil:
- Comércio digital e serviços de pagamento eletrônico: O Brasil defende que suas leis respeitam a liberdade de expressão e que o Pix promove a concorrência.
- Tarifas preferenciais: O Brasil diz que a maioria das exportações dos EUA entra com tarifa zero e que os acordos comerciais são legítimos.
- Lei anticorrupção: O Brasil nega a ineficiência em suas leis anticorrupção e afirma que são aplicadas de forma imparcial.
- Propriedade intelectual: O Brasil ressalta que cumpre padrões internacionais de proteção e combate à pirataria.
- Etanol: O Brasil afirma que não tem tarifas discriminatórias contra o etanol americano e que suas tarifas são inferiores.
- Desmatamento ilegal: O Brasil se compromete a reprimir o desmatamento e eliminar produtos de cadeias de abastecimento ilegais.
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