Veja atividades econômicas em que há suspeita de infiltração do PCC e outras facções
Grupos de crime organizado, como PCC e CV, estão se infiltrando na economia brasileira, ameaçando negócios legítimos e a segurança do mercado. A atuação das facções se estende a diversos setores, incluindo combustíveis, transporte e serviços financeiros, complicando ainda mais o cenário regulatório.
Grupos de crime organizado como o PCC e o CV estão penetrando a economia formal, o que preocupa executivos e investidores. Empresários e economistas afirmam que isso ameaça ganhos e segurança empresarial no Brasil.
Operações criminosas como a operação Fim da Linha, de 2024, revelaram que o PCC domina o setor de combustíveis, controlando desde a formulação até a distribuição de combustíveis. Autoridades detectaram práticas fraudulentas, como bombas viciadas em postos.
O empresário assassinado, Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, alertou sobre a infiltração do crime organizado em Fundos de Investimento e a dificuldade de identificar a verdadeira propriedade de empresas.
Além disso, o PCC está ativo no mercado imobiliário de alto valor em São Paulo, e em diversas áreas que possibilitam a lavagem de dinheiro, como transporte público e serviços de saúde.
A Polícia Civil deflagrou operações contra provedores de internet com ligações ao tráfico no Rio de Janeiro, mostrando a expansão do crime a setores como serviços de telecomunicações.
O PCC utiliza táticas modernas, como o "home office criminal", e se infiltrou em operações financeiras, criando estruturas complexas de corrupção e lavagem de dinheiro, movimentando quantias grandes. Isso inclui transações com fintechs e instituição financeira.
A Febraban expressou preocupação e defendeu a antecipação da regulamentação das fintechs para prevenir o crime.
Investigações também detectaram tráfico de drogas e atividades ilícitas em agências de agenciamento de artistas, com movimentações financeiras muito além das capacidades financeiras dos atores envolvidos.