Velocidade faz China superar EUA em disputa por minerais críticos do Brasil
Brasil se torna foco de interesse para China e EUA na busca por minerais essenciais à transição energética. Empresas chinesas estão acelerando negociações, enquanto americanos enfrentam atrasos nos processos de investimento.
Brasil se destaca como fornecedor de metais para a transição energética, atraindo o interesse de chineses e americanos.
O país possui grandes reservas de níquel, lítio, cobre, níobio, manganês, alumínio e cobalto, essenciais para baterias e outras tecnologias.
A China lidera na produção de tecnologias de transição energética e é o principal destino dos metais extraídos. Em contrapartida, os EUA buscam aumentar sua participação por meio de cartas de intenção.
Nos últimos meses, negociações com mineradoras brasileiras se intensificaram, incluindo:
- Compra da Mineração Taboca por US$ 340 milhões pela estatal chinesa CNMC.
- Aporte de 8 milhões de dólares australianos na St. George para extração de nióbio.
- Compra de operações de níquel e cobre em Goiás e Alagoas.
Os chineses demonstram maior agilidade nas negociações, enquanto os americanos enfrentam atrasos em processos jurídicos e de documentação. O DFC (banco de desenvolvimento dos EUA) prioriza uma diligência rigorosa antes de investir.
Os projetos de elementos de terras raras no Brasil estão em negociação, mas a complexidade dos acordos dificulta a participação americana em comparação com a rapidez chinesa.
O futuro da mineração brasileira envolve escolhas: negociar com a China ou com outros países. A suposição é clara: os prazos e a velocidade de fechamento de acordos são cruciais.