Venda de aeroportos da CCR atrai 12 interessados e entra em nova fase
O processo de venda abrange 20 aeroportos e pode atrair operadores internacionais e fundos de investimento. As propostas não vinculantes devem ser entregues entre o final de abril e início de maio, com a expectativa de desmembramento dos lotes.
Venda de 20 aeroportos da CCR terá início no final deste mês, com proposta de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões.
Na primeira fase do processo, 12 operadoras e fundos locais e estrangeiros analisaram os ativos. A CCR opera 17 aeroportos no Brasil e 3 na América Latina, todos à venda.
Entre os interessados estão as europeias Fraport, Zurich, Vinci e Aena, além de grupos latino-americanos como Grupo Aeroportuario del Pacífico, Asur e OMA.
Os terminais da CCR têm uma receita líquida anual de R$ 4,3 bilhões e R$ 1,4 bilhão em Ebitda, sendo que mais da metade deste valor provém de aeroportos internacionais.
Apesar da intenção de vender tudo junto, pode haver desmembramento em grupos de terminais, devido à variação no tamanho e potencial dos ativos.
Operadores internacionais já atuam no Brasil, como Fraport e Aena, enquanto os mexicanos buscam sua entrada no mercado nacional. O cenário para aeroportos é considerado desafiador, com uma previsão incerta do fluxo de passageiros.
Os interessados assinaram cláusulas de não divulgação de informações (NDA) e devem entregar propostas entre final de abril e começo de maio.
A CCR também considera vender participações em mobilidade urbana. A companhia é sócia da Itaúsa, Votorantim, Mover e Soares Penido.
Até o momento, a CCR não se manifestou sobre o assunto.
Esta notícia foi publicada no Broadcast+ em 02/04/2025, às 16:50.