Venezuela estende 'tapete vermelho' a investidores após saída da Chevron
Maduro convida investidores estrangeiros a se juntarem à produção de petróleo na Venezuela após revogação de licença da Chevron. O ditador promete um ambiente favorável para novos negócios no setor energético do país.
Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, anunciou na terça-feira (11) que o país está aberto a novos investimentos estrangeiros em petróleo após a revogação da licença da Chevron pelos Estados Unidos.
A Chevron deverá encerrar suas atividades a partir de 3 de abril.
Maduro declarou: "Quem quiser vir trabalhar conosco, portas abertas, tapete vermelho e abraços de amor". Sua reeleição em julho de 2022 é considerada fraudulenta pela oposição e não é reconhecida por Estados Unidos, União Europeia e vários governos latino-americanos.
O ditador afirmou que a Venezuela está "aberta a todos os investidores internacionais" nos setores de petróleo, gás, petroquímica e refino.
Ele destacou que todos os campos petrolíferos do país continuarão produzindo com um “plano de independência produtiva soberana”, embora não tenha dado detalhes sobre esse plano.
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (OFAC) ordenou o encerramento das atividades da Chevron e de suas empresas parceiras com a Petróleos de Venezuela (PDVSA), seguindo uma determinação do presidente Donald Trump.
A revogação da licença, que entrou em vigor em 4 de março, anula uma flexibilização anterior onde a Chevron havia retomado operações na Venezuela.
Maduro também anunciou que a produção de petróleo em fevereiro superou 1 milhão de barris diários e que a tendência de crescimento deve continuar em março.
A Chevron, que participava de quatro projetos com a PDVSA, era responsável por cerca de 200 mil barris diários.
Medidas comparáveis podem ser aplicadas à espanhola Repsol e à francesa Maurel & Prom, que operam na Venezuela com licenças individuais.