Venezuela liberta um grupo de 13 presos políticos, segundo dirigentes opositores
Liberação ocorre após intensa pressão da oposição e destaca a continuidade da luta pela libertação de outros detentos. O ex-deputado Américo de Grazia e Pedro Guanipa estão entre os 13 opositores libertados, em meio a um cenário de crise política e prisões arbitrárias na Venezuela.
Grupo de 13 presos políticos é libertado na Venezuela. Entre os libertados estão o ex-deputado Américo de Grazia e o dirigente opositor Pedro Guanipa.
A libertação ocorreu após detenções ligadas às acusações sobre as eleições presidenciais de julho de 2024. Informações foram divulgadas pelos opositores Henrique Capriles e Tomás Guanipa.
Liberdades concedidas:
- Liberdade total: Víctor Jurado, Simón Vargas, Arelis Ojeda Escalante, Mayra Castro, Diana Berrío, Margarita Assenzo, Gorka Carnevalli, Américo de Grazia.
- Prisão domiciliar: Nabil Maalouf, Valentín Gutiérrez Pineda, Rafael Ramírez, Pedro Guanipa, David Barroso.
Capriles comemorou a libertação nas redes sociais, enfatizando o compromisso de continuar a luta por todos os presos políticos. "Hoje, várias famílias voltam a abraçar os seus," escreveu.
Guanipa também celebrou, destacando que "não pode haver liberdade em um país enquanto existir a figura dos presos de consciência".
A ONG Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos (Clipp) havia alertado sobre o estado de saúde de De Grazia, que estava detido desde agosto de 2024 e apresentava infecções graves.
Além disso, entre os libertados está o ex-prefeito de Maracaibo, Rafael Ramírez Colina, e outros ex-funcionários. A ONG Foro Penal informa que há atualmente 815 presos políticos na Venezuela.
Por fim, o governo de Nicolás Maduro afirma que o país está "livre de presos políticos", alegando que os detidos são criminiais, e não políticos.