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Venezuela retoma voos com deportados dos EUA em meio a crise com Trump

Venezuela e EUA retomam voos de deportação após um mês de suspensão. A medida surge em meio a tensões diplomáticas, com acusações de boicote e críticas sobre a repatriação de migrantes.

A Venezuela anunciou neste sábado (22) a retomada dos voos de deportados pelos Estados Unidos, que haviam sido suspensos há um mês.

Essa decisão surge após acusações mútuas entre os dois países sobre um acordo de deportação assinado em janeiro.

Uma semana antes, os EUA deportaram 238 venezuelanos para uma prisão em El Salvador, o que Nicolás Maduro classificou como sequestro.

O governo Trump questionou o ritmo das deportações e revogou a licença da Chemron para operar na Venezuela.

Caracas, por sua vez, alegou que o Departamento de Estado dos EUA estava bloqueando os voos de repatriação.

Jorge Rodríguez, aliado de Maduro, informou que o voo inicial de repatriação ocorrerá no domingo, 23 de março.

As relações diplomáticas entre os dois países foram rompidas em 2019, após sanções impostas por Washington, que não reconhece a reeleição de Maduro em 2018.

Os EUA alegam que os deportados para El Salvador pertencem à gangue Tren de Arágua, considerada uma organização terrorista.

Washington utilizou uma lei de 1798 para justificar as deportações, o que Caracas considera anacrônico.

Trump negou ter assinado a medida, culpando seu secretário de Estado, Marco Rubio.

O regime de Maduro protestou contra a criminalização da migração, ressaltando que desde 2014, mais de 7,5 milhões de venezuelanos deixaram o país.

Familiares dos deportados relataram que os migrantes tinham ordem de deportação para a Venezuela e foram transferidos por engano.

Desde fevereiro, cerca de 900 venezuelanos foram repatriados, com cerca de 400 oriundos dos EUA.

Além disso, o governo Trump planeja revogar o status legal temporal de 530 mil imigrantes de países como Venezuela e Cuba, tornando iminente a deportação desses indivíduos.

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