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Venezuela voltará a receber voos de deportação dos EUA após envio para prisão em El Salvador

Venezuela e Estados Unidos acertam retorno de voos de deportados após um mês de suspensão. A repatriação será iniciada com um voo no domingo, 23 de março, em meio a tensões diplomáticas entre os dois países.

Venezuela retoma voos de deportações com os EUA

No sábado, 22, a Venezuela concordou em retomar os voos de deportados pelos Estados Unidos, suspensos há um mês.

O anúncio acontece após a deportação de 238 venezuelanos para o Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot) em El Salvador, que o presidente Nicolás Maduro chamou de sequestro.

O governo Trump questionou o ritmo das deportações, revogando a licença da petroleira Chemron na Venezuela. Caracas alegou que o Departamento de Estado bloqueava voos de repatriação.

Jorge Rodríguez, negociador do governo venezuelano, anunciou um voo inicial para repatriação no domingo, 23 de março.

As relações diplomáticas entre os dois países foram rompidas em 2019, durante o governo Trump, que impôs um embargo ao petróleo. Washington não reconheceu a reeleição de Maduro e sua proposta de terceiro mandato em 2024.

Acusações e leis

Os EUA alegam que os deportados para El Salvador pertencem à organização Tren de Aragua, classificada como terrorista. Maduro considera a extraditação como uma criminalização da migração.

  • Trump invocou uma lei do século XVIII para as deportações, defendendo que sua administração não assinou a ordem.
  • O juiz James Boasberg questionou a legalidade do uso da lei de guerra de 1798.

A ONU estima que mais de 7,5 milhões de venezuelanos migraram desde 2014. Maduro afirmou que "migrar não é crime" e denunciou a situação dos deportados.

Familiares relataram que migrantes foram enganados e transferidos para o Cecot. Desde fevereiro, cerca de 900 venezuelanos foram repatriados, incluindo quase 400 dos EUA e o restante do México.

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