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Vice de Trump criticou defesa da Europa em grupo onde jornalista foi colocado por engano

Jornalista da The Atlantic revela que o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, compartilhou informações sensíveis em um chat criptografado. O episódio levanta preocupações sobre a segurança nacional e a relação dos EUA com aliados europeus.

Data: 11 de março

O editor-chefe da The Atlantic, Jeffrey Goldberg, recebeu um pedido de conexão no Signal de Michael Waltz, Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA. Inicialmente cético, Goldberg foi incluído em um grupo com altos funcionários do governo e recebeu informações ultrassecretas sobre planos de guerra contra os rebeldes Houthis no Iêmen.

Goldberg revelou a situação na segunda-feira, levantando preocupações sobre uma “violações extraordinária da inteligência de segurança nacional.” A Casa Branca confirmou que o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, compartilhou planos de guerra em um chat criptografado antes da ação militar contra os Houthis.

Brian Hughes, do Conselho de Segurança Nacional, afirmou que o grupo foi formado de maneira inadvertida e chamou a situação de “uma demonstração da coordenação política”. Entretanto, essa conversa ocorreu fora dos canais seguros, levantando preocupações sobre a segurança operacional.

Goldberg destacou os riscos de que as informações pudessem ser utilizadas por adversários. Muitos, incluindo ex-agentes do FBI, descreveram o evento como uma “violação devastadora da segurança nacional.” Funcionários do Departamento de Defesa expressaram choque pela divulgação dos planos.

As mensagens também expuseram o desprezo dos líderes americanos pelos aliados europeus. O vice-presidente JD Vance e Hegseth criticaram a dependência europeia das ações dos EUA, com Vance insinuando cobrança pelos custos do ataque.

Críticos, incluindo o senador Jack Reed, consideraram a situação uma falha gritante da segurança operacional. Mesmo entre republicanos, a preocupação é evidente, e se planeja uma investigação bipartidária sobre o incidente.

Em resposta, Hegseth negou a sequência de eventos relata e desmereceu Goldberg como um “suposto jornalista”, mesmo enquanto os detalhes do incidente continuam a causar repercussões profundas na política de segurança nacional dos EUA.

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