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Vice-presidente do Sudão do Sul está em prisão domiciliar, diz partido; ONU fala em país à beira da guerra civil

Riek Machar, primeiro vice-presidente do Sudão do Sul, é detido em sua residência sob acusações de ligações com a milícia White Army. A ONU alerta para o risco de uma nova guerra civil diante do aumento da violência e da instabilidade política no país.

Riek Machar, primeiro vice-presidente do Sudão do Sul, está em prisão domiciliar desde quarta-feira (27). Sua detenção ocorreu quando uma caravana de 20 veículos foi à sua residência em Juba.

De acordo com o SPLM-IO, partido de Machar, seus guarda-costas foram desarmados e recebeu uma ordem de prisão com acusões pouco claras. Machar e sua esposa estão sendo mantidos em casa, acusados de apoiar a milícia White Army, envolvida em conflitos recentes.

Nações Unidas alertaram sobre a possibilidade de uma nova guerra civil, dado o aumento da violência e do discurso de ódio. Nicholas Haysom, chefe da missão da ONU, destacou que a ruptura do acordo de paz poderia devastar o Sudão do Sul e a região.

Machar, rival do presidente Salva Kiir, é um dos cinco vice-presidentes do país. Desde a quarta-feira, houve relatos de combates entre forças leais a Kiir e Machar.

A capital amanheceu nesta quinta-feira com menos tráfego e algumas lojas fechadas, e o Exército estava fortemente posicionado perto da casa de Machar. O país, mais jovem do mundo, vive em pobreza e insegurança, apesar de suas reservas de petróleo.

Recentemente, Kiir marginalizou Machar, buscando assegurar sua sucessão e nomeando Benjamin Bol Mel como segundo vice-presidente, um empresário listado nas sanções dos EUA. Desde fevereiro, mais de 20 aliados de Machar foram detidos.

O Escritório para Assuntos Africanos dos EUA expressou preocupação com a detenção de Machar, instando Kiir a reverter a ação e evitar a escalada do conflito.

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