Vídeo: China e Rússia fazem patrulha inédita; Otan vê preparação para guerra
Patrulha conjunta marca um novo estágio na cooperação militar entre Rússia e China, enquanto a Otan se prepara para possíveis confrontos. Líder da aliança ocidental alerta sobre a crescente capacidade bélica dos dois países.
Rússia e China realizaram, pela primeira vez, uma patrulha conjunta com submarinos nesta quarta-feira (27).
A manobra foi precedida por exercícios das duas Forças e uma missão inédita com várias embarcações.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, alertou sobre a preparação de ambos os países para um possível confronto, enfatizando a necessidade de expandir a indústria de defesa ocidental.
Essa escalada remonta à guerra de 2008, quando a Rússia garantiu autonomia para áreas da Geórgia. A anexação da Crimeia em 2014 e a invasão da Ucrânia em 2022 foram outros marcos importantes.
Embora a parceria entre Rússia e China não seja uma aliança militar formal, as patrulhas e exercícios conjuntos se intensificaram.
O encontro entre Putin e o líder chinês, Xi Jinping, aconteceu 20 dias antes da invasão da Ucrânia.
A patrulha submarina ocorreu a leste do Japão, envolvendo submarinos de ataque convencionais, e é parte de uma manobra anual entre os países desde 2020.
Rutte declarou que China e Rússia estão desafiando agressivamente e expandindo suas capacidades militares com pouca transparência.
O secretário-geral previu, controversamente, que a China pode invadir Taiwan até 2030 e que a Rússia atacaria a Otan como uma distração.
Ele também indicou que Moscou planeja produzir 1.500 tanques e 3.000 blindados em um ano, embora essa informação seja contestada por analistas.
Atualmente, a Rússia possui 51 submarinos, enquanto a China tem 59. Ambas as forças enfrentam os Estados Unidos, que operam 65 submarinos, buscando sempre melhorar suas capacidades.