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Vinci compra 70% das ações da Changi no Galeão e assume controle do aeroporto do Rio. Entenda imbróglio do terminal

A Vinci Compass assume o controle do Aeroporto Internacional do Galeão com a compra de 70% das ações da Changi. A estatal Infraero será a maior acionista individual, mas deve se retirar até 2024.

A Vinci Compass anunciou hoje a aquisição de 70% das ações da Changi no Aeroporto Internacional do Galeão Tom Jobim, no Rio de Janeiro.

A Changi, que detinha 51% da concessão RIOgaleão, agora possui apenas 15,3%. A Vinci controlará 35,7% da concessionária, com a Infraero mantendo 49% das ações.

O leilão para a venda da participação da Infraero está previsto para ocorrer no próximo ano, e a Vinci planeja participar, visando adquirir os 49% restantes.

O valor da transação não foi divulgado, e as empresas solicitaram aprovação aos órgãos competentes, incluindo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A negociação representa uma saída para a Changi, que enfrentou dificuldades no crescimento do fluxo de passageiros. A concessionária RIOgaleão atravessou crises por conta da recessão e da concorrência do Santos Dumont.

Um acordo prévio com o governo e a Anac permitiu a continuidade da Changi na administração, tornando o Galeão mais atrativo para a Vinci Compass, resultante da fusão entre a Vinci Partners e a chilena Compass.

Detalhes do acordo:

  • Revisão do contrato de concessão do Galeão.
  • Saída da Infraero do negócio.
  • Pagamento variável de outorga.
  • Licitação simplificada até 2026 com valor mínimo de R$ 932,8 milhões.

As intervenções visam garantir a eficiência entre os aeroportos do Rio, com restrições de capacidade no Santos Dumont e previsão de ajustes contratuais, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU).

Medidas foram tomadas para revitalizar o Galeão, considerado vital para o turismo e transporte de cargas no Rio de Janeiro.

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