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Violência deixa 14 mortos e dezenas de feridos na Colômbia

Dois ataques coordenados de grupos armados em Cali e Antioquia resultaram em 14 mortos e mais de 60 feridos, elevando a tensão em um cenário de intensificação da violência. O governo colombiano busca classificar as dissidências das Farc como organizações terroristas em resposta à crescente ameaça dos narcotraficantes.

Colômbia vive dia violento com dois ataques que resultaram em 14 mortos e dezenas de feridos em 21 de setembro. Esta foi a pior ofensiva de grupos armados na última década.

Às 15h locais, um caminhão-bomba explodiu em Cali, matando seis pessoas e ferindo mais de 60. O ataque ocorreu em frente a uma escola de aviação militar. A prefeitura decidiu militarizar a cidade.

O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, atribuiu a responsabilidade ao EMC, dissidência das Farc liderada por Iván Mordisco. Imagens mostram destruições e pânico entre os moradores.

Mais cedo, em um ataque no noroeste, outra facção liderada por Calarcá atacou policiais em uma operação contra drogas, resultando em oito mortos e a queda de um helicóptero.

A violência se intensifica a um ano das eleições presidenciais. Em agosto, o candidato de direita Miguel Uribe foi assassinado. As dissidências que atacaram rejeitam o acordo de paz de 2016.

O governo de Gustavo Petro tentou negociar, mas as conversas com o EMC foram abandonadas. O Clã do Golfo é o único grupo em negociação que mostra algum progresso.

Drones e explosivos têm sido cada vez mais usados no conflito. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha relatou que as vítimas civis de artefatos explosivos dobraram em 2025, com o uso intenso de drones.

Em 2023, a Colômbia registrou 253 mil hectares de cultivo de coca, e Petro tem promovido um plano de erradicação voluntária para camponeses.

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