Volatilidade desafia a indústria de resseguros
Setor de resseguros no Brasil busca inovação e solidez em meio a desafios globais. A transformação é marcada por adoção de tecnologia, novas regulamentações e necessidade de retenção de riscos no mercado interno.
A indústria de resseguros no Brasil está passando por uma transformação, focando em produtividade, gestão de riscos, avanço tecnológico e novas fontes de capital.
Essa mudança é impulsionada pela necessidade de maior solidez e pela adaptação a um ambiente global volátil.
Diferente do mercado de seguros, o resseguros apresenta dinâmicas próprias, afetadas por incertezas econômicas, pressões regulatórias e a dependência da receita de investimentos.
No primeiro trimestre, as seguradoras contrataram cerca de R$ 7,1 bilhões em resseguros, um aumento de 13,8% em relação ao mesmo período de 2024.
O segmento tem sido favorecido pelos retornos de investimento, refletindo em lucros, como o do IRB(Re), com R$ 143,6 milhões no segundo trimestre de 2025.
2025 é considerado um ano de transformação, com tecnologia e novas regulamentações moldando o mercado, segundo Gesner Oliveira, da FGV.
As empresas estão fortalecendo reservas e revisando modelos de subscrição para enfrentar eventos extremos e volatilidade econômica, como ressalta Maria Fernanda Pastorello.
Um estudo da Revision [Re]search, patrocinado pela Abecor, aponta a crescente dependência da importação de resseguro no Brasil, devido à perda de força na exportação e produção interna.
A verticalização das seguradoras e resseguradoras é uma estratégia consolidada, mas levanta questões sobre concorrência e impacto na poupança interna.
Pastorello destaca a necessidade de equilibrar a competitividade internacional com a retenção de recursos, sugerindo ajustes regulatórios e maior transparência.
Oliveira alerta que aumentar a retenção de riscos locais não deve comprometer a estabilidade do sistema diante de eventos extremos.
A diversificação é vital para evitar concentração de riscos em um único grupo, minimizando a exposição a perdas catastróficas.
Toledo, da Abecor, enfatiza que a retenção de risco fortalece a poupança interna, aumentando a liquidez e reduzindo vulnerabilidades.