Volatilidade no comando: como Trump chacoalhou o bitcoin no primeiro trimestre
O mercado de criptoativos enfrentou forte volatilidade no primeiro trimestre de 2025, refletindo a instabilidade econômica gerada pela nova administração de Donald Trump. Com o bitcoin apresentando uma perda acumulada de 10%, analistas destacam a importância de monitorar a macroeconomia e o sentimento dos investidores para prever os próximos movimentos.
O primeiro trimestre de 2025 no mercado de criptoativos foi intenso, com forte volatilidade e reações aos impactos da nova política de Donald Trump. A inauguração do segundo mandato trouxe alterações em tarifas comerciais e conflitos internacionais, influenciando o desempenho do mercado.
O bitcoin, a maior criptomoeda, registrou oscilação significativa: subiu 8% em janeiro, caiu 20% em fevereiro e encerrou março quase estável, com uma perda acumulada de 10%.
No período, o bitcoin alcançou uma nova máxima de US$ 109.000 e uma mínima de US$ 76.000, estabilizando-se em US$ 82.700 no final de março.
Beto Fernandes, da Foxbit, observa que o trimestre foi conturbado para todos os mercados, com o S&P 500 recuando quase 5% e o Nasdaq mais de 8%. Ele atribui isso à macroecnomia e à forma enérgica da política tarifária de Trump.
A promessa de criar uma reserva estratégica de bitcoins também não gerou o efeito esperado, focando mais em ativos confiscados do que na aquisição de novos tokens, conforme Ana de Mattos da Ripio.
Fernandes acredita que, se a inflação dos EUA for controlada e o Federal Reserve iniciar cortes de juros, o bitcoin pode ter uma nova alta. Caso contrário, há risco de uma queda acentuada no mercado.
O comportamento futuro do mercado dependerá da adaptação dos investidores às novas circunstâncias. A incerteza atual torna prematuro exigir respostas definitivas.