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Voo com 311 venezuelanos vindos do México chega a Caracas em meio a atrito com EUA

A repatriação de venezuelanos ocorre em meio a tensões diplomáticas entre o regime de Maduro e o governo dos EUA. O ministro do Interior local defende o voo como um acordo humanitário com o México, em contraste com as alegações de Washington sobre a falta de voos de deportação.

Voo com 311 venezuelanos vem do México e pousa em Caracas nesta quinta-feira (20). A aeronave da Conviasa, sob sanções dos EUA, chegou ao aeroporto de Maiquetía por volta das 11h30.

Passageiros retornaram ao país antes de chegar aos EUA e foram recebidos pelo ministro do Interior, Diosdado Cabello, que afirmou que o voo resultou de um acordo com o governo mexicano, promovendo direitos humanos.

Entre os passageiros, havia 21 crianças, algumas viajando sozinhas para reencontrar avós ou pais.

Minutos antes, os EUA acusaram o regime de Maduro de mentir sobre os voos de repatriação do México, afirmando que não estavam ocorrendo. O Departamento de Estado dos EUA declarou: "Maduro deve parar de enganar e programar voos consistentes".

A operação ocorre em meio à crise entre Maduro e Trump, que resultou em um acordo para repatriar migrantes. Desde a volta de Trump, já decolaram dois voos do Texas, e outro com prisioneiros de Guantánamo partiu de Honduras.

No último fim de semana, mais de 200 venezuelanos considerados suspeitos de pertencer à gangue Tren de Aragua foram deportados para El Salvador, onde estão em uma megaprisão.

A Venezuela exigiu a libertação e repatriação dos deportados, denunciando uma campanha para criminalizar a migração. Cabello pediu que El Salvador devolvesse os venezuelanos às suas famílias.

Caracas e Washington, sem laços diplomáticos desde 2019, concordaram em retomar os voos de deportação após mais de 600 repatriados em fevereiro, mas estes ainda não foram realizados. A pausa deve-se a uma suspensão da licença da Chevron.

Segundo a ONU, quase 8 milhões de venezuelanos abandonaram seu país desde 2014, em busca de melhores condições em meio a uma crise que reduziu a economia em 80%.

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