Voos de negócios aos EUA saltam 39% com tarifas de Trump e dólar fraco
Setor de viagens corporativas vê aumento expressivo na demanda por voos aos EUA, impulsionado por tarifas e queda do dólar. Especialistas alertam que mudanças nas regras de visto podem impactar essa tendência nos próximos meses.
Faturamento de viagens corporativas para os EUA cresce 39% em julho, segundo a Abracorp.
O setor teve receita de R$ 22,1 milhões com passagens aéreas, comparado a R$ 15,9 milhões em julho de 2024.
No total, os voos corporativos renderam R$ 221,5 milhões, com uma alta de apenas 6,59% em relação ao ano anterior.
Douglas Camargo, diretor da Abracorp, afirma que a alta é impulsionada pelo tarifaço de 50% anunciado por Donald Trump e pela desvalorização do dólar.
Em junho, a receita de voos para os EUA foi de R$ 15,1 milhões, indicando estabilidade. O tarifaço foi anunciado em 9 de julho, levando ao aumento significativo de viagens.
Luana Nogueira, da Alagev, destaca que a perda de força do dólar iniciou um crescimento das viagens, que começou antes e indica tendência contínua.
Julho de 2025 teve um recorde de despesas de viajantes corporativos, totalizando US$ 651 milhões, com alta de 27,1% em relação a 2024.
Camargo alerta que as empresas podem mudar de mercado devido ao tarifaço, com novas regras tornando o processo de obtenção de vistos mais caro e burocrático.
O setor de viagens corporativas vem se recuperando da pandemia desde 2023, com expectativa de crescimento de 5% a 10% em 2025.
Importância do contato presencial é destacada, com 30% das viagens sendo para fechamento de contratos e atendimento pós-venda.
O cenário indica que as empresas valorizam cada vez mais os eventos e as negociações pessoais.