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Wajngarten tentou aproximar Eduardo Bolsonaro de Netanyahu, diz PF

PF revela tentativa de Wajngarten de aproximar Eduardo Bolsonaro de Netanyahu. Relatório também indica indiciamento de Bolsonaro e filho por coação em investigação sobre tentativa de golpe.

PF investiga Fábio Wajngarten por articulação com Netanyahu

A Polícia Federal identificou que Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação do governo Jair Bolsonaro, tentou intermediar uma ligação entre o deputado Eduardo Bolsonaro e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A informação foi divulgada em relatório na quinta-feira (21.ago.2025).

O objetivo da ligação era aproximar Eduardo de Netanyahu em um momento estratégico para o alinhamento com Donald Trump, presidente dos EUA. Wajngarten mencionou em mensagem a Bolsonaro: “Presidente, liguei para o embaixador Shelley e pedi para ver se ele consegue colocar o Bibi na linha com o Eduardo”.

A PF esclareceu que "Bibi" é como Netanyahu é conhecido e "embaixador Shelley" se refere a Yossi Shelley, ex-embaixador de Israel no Brasil. Wajngarten também compartilhou mensagens de Trump com israelenses para manter todos “na mesma página”.

A resposta de Bolsonaro foi o envio de uma figurinha ao lado de Trump. A PF não confirmou se a conversa entre Eduardo e Netanyahu realmente ocorreu e quais serão os próximos passos da investigação.

A PF também indiciou Bolsonaro e Eduardo por coação no curso do processo em uma investigação sobre tentativa de golpe de Estado. O inquérito apura a atuação de Eduardo nos EUA, onde ele teria articulado sanções contra autoridades brasileiras.

O relatório de 170 páginas contém conversas entre Eduardo e Bolsonaro, incluindo ofensas e um suposto pedido de asilo de Bolsonaro ao presidente da Argentina, Javier Milei.

A investigação, iniciada em maio por ordem do ministro Alexandre de Moraes do STF, indicou que ambos os Bolsonaros, junto com outros, tentaram interferir nas instituições democráticas, visando coagir o Poder Judiciário e o Legislativo.

Entre as tentativas estavam pressões para aprovar propostas de anistia e destituição de ministros do Supremo, caracterizando tentativas de restringir o exercício do Poder Legislativo.

O relatório foi enviado a Moraes e agora seguirá para a PGR. O procurador-geral Paulo Gonet decidirá as próximas ações, entre apresentar denúncia ou solicitar novos procedimentos.

O ministro deu 48 horas para Bolsonaro explicar descumprimentos de medidas cautelares da Corte, com prazo final na 6ª feira (22.ago).

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