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WeWork: falta de prédios ‘triple A’ afeta expansão no Brasil, diz CEO para LatAm

Claudio Hidalgo, CEO da WeWork para a América Latina, compartilha os desafios e sucessos da reestruturação global da empresa e destaca a importância do Brasil como um mercado modelo. Com uma ocupação de 84% e o maior NPS do mundo, a operação brasileira se torna central nos futuros planos de crescimento da companhia.

Claudio Hidalgo, ex-COO global e atual CEO da WeWork na América Latina, retorna à empresa em um momento desafiador com o objetivo de liderar a preparação para o Chapter 11 nos EUA, equivalente à recuperação judicial no Brasil.

Hidalgo ajudou a reestruturar a operação global, eliminar bilhões em dívidas e reintegrar a América Latina ao controle da matriz, após anos sob joint venture com o SoftBank.

Ele destaca que a WeWork se tornou uma companhia global padronizada, com foco em rentabilidade e na experiência dos membros. O Brasil apresenta um NPS de 80%, o melhor do mundo na rede de coworking, e 84% de ocupação em seus prédios.

Durante uma entrevista à Bloomberg Línea, Hidalgo abordou:

  • Processo de reestruturação: Voltou em 2023 para preparar a operação e implementar uma única métrica global.
  • Reintegração da América Latina: Desde 2024, a operação é 100% WeWork, permitindo aplicar aprendizados globais.
  • Eliminação de dívidas: Quase US$ 4 bilhões em dívidas foram eliminados, tornando a operação rentável na região.
  • Crescimento e expansão: Atualmente, há 28 prédios no Brasil, planos de maximização antes de pensar em novas unidades até 2028.
  • Experiência do cliente: Melhorias nos serviços, como baristas e qualidade de café, alinhadas aos padrões globais.
  • Importância da América Latina: Representa 20% da receita global da WeWork, com alto índice de satisfação.

Hidalgo destaca a importância de não repetir erros do passado ao expandir, priorizando o inventário que atenda à proposta de valor da empresa.

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